Eu tinha por volta de 9 anos de idade, nascido na cidade de Siracusa, leste da Sicília, Itália. Adorava brincar nas ruas sujas de terra e areia da árida e bela Sicília. Era época de colheita das azeitonas. Lindas azeitonas pretas e verdes, e depois dessa época, a padaria do sinhore constatino ficava cheia de deliciosos pães de azeite. Pães que desmanchavam na boca.
- Bom dia Sinhore Constantino, disse eu, entusiasmado com os novos pãezinhos
- Bonna Cera Vitório, Comestai?, disse o velho e simpático padeiro
Sinhore Constantino. Um senhor muito bondoso, com um enorme coração, mas que tinha sérios problemas em sua vida. Vivia sendo seguido por vários senhores, alguns mal vestidos, outros com o mais chique terno de linho. E passou-se a data da colheita, e Sr. Constantino nao vendia pães suficientes, mas eu, todos os dias, comprava seus deliciosos pães. Bati na porta da padaria, que estava entreaberta.
-Estranho. O sinhore nunca deixa sua loja aberta,eu disse
Entrei, como sempre.
Observei a cena mais horrível do mundo. Sr Constantino recebendo, o que infelizmente merecia.
La Cosa Nostra nao perdoa, e nunca perdoaria a grande dívida de Constantino.
Sentirei saudades dos pães de azeite.